Dismas se tornou um santo. Por outro lado, diz-se que Gestas apodreceu no inferno. Mas quem é Gestas na Bíblia? Em poucas palavras, ele é o mau ladrão crucificado ao lado de Jesus. Nesta postagem, vamos examiná-lo em profundidade.

Quem é Gestas na Bíblia – Ele é mencionado nas Escrituras?
É importante observar que esse nome não está na Bíblia. No dia em que os cristãos comemoram a Sexta-Feira Santa, Jesus Cristo foi crucificado no Monte Calvário entre dois homens identificados nos relatos dos Evangelhos como criminosos.
Ao longo dos séculos, a tradição e os textos apócrifos deram nomes a essas duas figuras: Dismas e Gestas. O primeiro é o bom ladrão, enquanto o segundo é o mau.
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São Dimas é venerado. Ele simboliza o arrependimento e a misericórdia de Deus. Gestas, por outro lado, representa a falta de arrependimento e a rejeição da graça, mesmo no momento da morte.
Como mencionado, o nome não consta dos Evangelhos canônicos. Ele aparece em vários escritos apócrifos, especialmente no Evangelho de Nicodemos ou nos Atos de Pilatos e no Evangelho Árabe da Infância.
Esses textos oferecem detalhes extrabíblicos. Mas são livros não canônicos, fora do cânone do Novo Testamento. O nome Gestas é mencionado aqui para o ladrão impenitente e o nome Dismas para o arrependido.
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A cena da crucificação no Evangelho de Lucas
Quem é Gestas na Bíblia? Entre os quatro relatos dos Evangelhos, o Evangelho de Lucas apresenta a interação mais detalhada entre Jesus e os ladrões.
Lucas descreve dois criminosos comuns crucificados com Jesus. Um deles zomba dele, dizendo:
“Você não é Cristo? Salve a si mesmo e a nós!” (Lucas 23:39)
O outro o repreende:
“Não temeis a Deus, pois estais sob a mesma sentença de condenação? E nós, na verdade, com justiça, pois estamos recebendo a devida recompensa pelos nossos atos, mas este homem não fez nada de errado.” Lucas 23:40-41
Vemos o ladrão arrependido, São Dimas. Ele reconheceu a inocência de Cristo e sua própria culpa e pediu a Jesus que se lembrasse dele quando entrasse em Seu reino.
Jesus responde com um dos momentos mais bonitos do Evangelho.
“Em verdade vos digo que hoje estareis comigo no Paraíso”. Lucas 23:43
Dismas entrou em uma nova vida e na promessa de vida eterna. Gestas, o mau ladrão, por outro lado, é lembrado por seu desprezo e falta de desejo de se arrepender.
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Gestas na tradição cristã primitiva
Gestas foi pendurado à esquerda de Jesus. Dismas, por outro lado, foi crucificado à sua direita. É um posicionamento simbólico que reflete o julgamento e a graça, respectivamente.
O Evangelho de Marcos e o Evangelho de Mateus mencionam que ambos os ladrões zombaram de Jesus, embora o Evangelho de Lucas apresente uma narrativa mais redentora.
Os estudiosos sugerem que essa variação pode refletir ênfases diferentes nos relatos dos evangelhos, em vez de contradições.
O Evangelho Apócrifo de Nicodemos, um texto do século IV também conhecido como Atos de Pilatos, é uma das principais fontes do nome do ladrão impenitente.
Ela nomeia o mau ladrão como Gestas e o bom ladrão como Dismas. Esses nomes não são encontrados nos relatos do Novo Testamento sobre a crucificação.
Esses nomes foram amplamente aceitos durante a Idade Média, especialmente em reflexões espirituais e na iconografia cristã, apesar de terem origem em textos apócrifos.
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Início da vida de Gestas
O Evangelho Árabe da Infância, outro evangelho apócrifo, inclui um episódio curioso e comovente envolvendo a fuga da Sagrada Família para o Egito. Ele fala de um bando de ladrões, incluindo Gestas e Dismas, que encontram São José, a Virgem Maria e o menino Jesus.
Dizem que Gestas é hostil e tenta roubá-los. Dismas protege a família. Maria então profetiza que Dismas receberá uma grande recompensa no julgamento final.
Essa história não é considerada histórica ou canônica. Mas ela reforça a lição de São Dimas e isola ainda mais Gestas como alguém que rejeita consistentemente a bondade.
O Evangelho apócrifo árabe sobre a infância pinta Gestas como uma figura que, desde jovem, escolheu o egoísmo em vez da compaixão. É um artifício narrativo que destaca a forte divisão entre os dois homens crucificados ao lado do Senhor Jesus.
Gestas na Igreja Primitiva

Os Padres da Igreja, como São João Crisóstomo, refletiram sobre os ladrões como um exemplo poderoso da liberdade humana e do alcance de Deus, mesmo na última hora.
Os ladrões sofreram uma morte dolorosa sob o domínio romano. Eles servem como representantes simbólicos de toda a humanidade. Um que se volta para Deus e o outro que se afasta.
Quem é Gestas na Bíblia? O destino de Gestas não é detalhado em nenhum texto sagrado, canônico ou não. Sua falta de arrependimento, a rejeição da misericórdia de Deus e os insultos lançados contra Jesus em Suas últimas horas o definem como uma figura trágica. Ele é um homem que, apesar de estar frente a frente com o Filho de Deus, permaneceu endurecido.
Seu clamor a Jesus contrasta com a humilde súplica de Dismas. O clamor foi interpretado em alguns textos como uma exigência de libertação em seus próprios termos. Enquanto um vê Jesus apenas como um meio de escapar do mundo temporal, o outro vê um Salvador que oferece entrada no mundo celestial.
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Simbolismo
O lugar de Gestas à esquerda de Cristo simboliza julgamento e rejeição. O simbolismo bíblico associa a mão direita com favorecimento e salvação.
Em Mateus 25:31-46, Jesus fala sobre o julgamento final, separando as pessoas como um pastor separa as ovelhas das cabras. Ele colocou os justos à direita e os iníquos à esquerda.
O fato de Dismas estar à direita de Jesus e Gestas à esquerda de Jesus segue essa estrutura simbólica. O posicionamento em si contribui para a compreensão dos papéis espirituais que cada um deles desempenha.
Contexto histórico
A crucificação sob o domínio romano era uma punição reservada aos criminosos mais desprezados, aos rebeldes e aos combatentes da liberdade que se opunham ao império.
Os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João concordam que Jesus foi crucificado entre dois outros homens. Não importava se eles se identificavam como assaltantes, criminosos ou ladrões.
A palavra grega usada no Evangelho de Mateus e no Evangelho de Marcos para esses homens é “Iestai”, frequentemente traduzida como bandidos ou rebeldes. Isso sugere que eles podem ter feito parte de um bando de ladrões envolvidos em atividades antirromanas.
Esse detalhe pode indicar que Gestas e Dismas não eram pequenos criminosos. Em vez disso, eles eram participantes de uma insurreição maior. Isso enfatizou ainda mais a injustiça da morte de Jesus, que não teve participação em violência ou crime.
Uma lição
São Dimas se tornou o santo padroeiro dos prisioneiros e pecadores penitentes. Ele é celebrado pela Igreja em 25 de março, que é a data tradicional da Crucificação.
Gestas serve como um lembrete do perigo de uma falta grave da qual não se arrepende. Sua rejeição a Cristo em seus momentos finais é um aviso contra a falta de desejo de mudar, mesmo quando a graça é oferecida em sua forma mais completa.
A nova vida prometida a Dismas mostra a grande esperança disponível mesmo no último suspiro. O destino de Gestas continua sendo uma questão em aberto. Isso evoca medo e contemplação. Juntos, os dois homens dão significado às últimas horas de Jesus Cristo. A escolha da escuridão ou da luz, do orgulho ou da humildade, da rejeição ou do perdão do pecado.
Por que a Gestas é importante hoje?
Quem é Gestas na Bíblia? Ele é mais do que um personagem de fundo na história da Crucificação. Gestas é um espelho da condição humana. Seu caráter nos leva a refletir sobre nossas próprias atitudes em relação à verdade, à culpa e à graça.
As Gestas, de muitas maneiras, desafiam a mente moderna. O que fazemos quando somos confrontados com Cristo? Respondemos com abertura, como Dismas, ou com zombaria e desafio, como Gestas?
A história desses dois ladrões é ofuscada pela grandeza da Ressurreição. É um dos exemplos mais pessoais, pungentes e poderosos da profundidade do Evangelho. Ela força a pergunta: no momento da morte, a quem se assemelhará, ao que estiver à direita de Jesus ou ao que estiver à Sua esquerda?
O mau ladrão à esquerda de Jesus

Quem é Gestas na Bíblia? Sua história é a do mau ladrão crucificado à esquerda de Jesus. Sua história oferece um contraponto sóbrio, porém necessário, à redenção de São Dimas.
Gestas é uma figura de advertência, embora sua história seja frequentemente ofuscada pela devoção cristã. É um lembrete das consequências do orgulho, da negação e da falta de arrependimento nos momentos finais de sua vida.
Seu desafio diante do Senhor Jesus, mesmo compartilhando da mesma morte dolorosa, enfatiza a tragédia de uma alma que não está disposta a receber a misericórdia de Deus, mesmo quando ela já está ao seu alcance.
Dismas nos ensina a lição de que ninguém está fora da salvação quando reconhece a inocência de Cristo e sua própria culpa e clama a Deus com sinceridade.
Os relatos do Novo Testamento sobre a Crucificação, juntamente com os textos apócrifos e a tradição cristã, apresentam um quadro vívido da resposta humana à graça.
Vemos a realidade tanto do julgamento quanto da promessa de vida eterna. Gestas continua sendo uma figura necessária. É uma advertência contra corações endurecidos e um chamado para responder a Cristo não em nossos próprios termos, mas nos Dele.









